Arquivo do mês: novembro 2008

Poesia

MOMENTO NUM CAFÉ

 

Quando o enterro passou

Os homens que se achavam no café

Tiraram o chapéu maquinalmente

Saudavam o morto distraídos

Estavam todos voltados para a vida

Absortos na vida.

 

Um no entanto se descobriu num gesto longo e demorado

Olhando o esquife longamente

Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade

Que a vida é traição

E saudava a matéria que passava

Liberta para sempre da alma extinta.

 

Manuel Bandeira

 

O Poeta

Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho nasceu em Recife (PE) em 1886. Depois de morar no Rio, em Santos e em São Paulo, a família regressou ao Recife, onde permaneceu por mais algum tempo. A nova mudança para o Rio levou o menino a ser matriculado no colégio Pedro II.

Com 17 anos, Manuel Bandeira foi para São Paulo, a fim de ingressar na Escola Politécnica, mas já no ano seguinte (1904) ficou tuberculoso. Abandonou os estudos, passando temporadas em várias outras cidades, de clima mais propício ao seu estado de saúde.

Em 1913 partiu para a Suíça em busca de tratamento. Regressou no ano seguinte, pois estava começando a Primeira Guerra Mundial. Em 1917 publicou seu primeiro livro: A Cinza das Horas.

 

 

Dizzy Gillespie & Louis Armstrong – Umbrella Man

 

 Dizzy Gillespie e Louis Armstrong  fazem uma performance com a canção ”Umbrella Man.” A apresentação realizou-se em 1958. Infelizmente não foi possível identificar o local.

Frase da vez_3/30

“As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.”

 

Fernando Pessoa, poeta português, que hoje faria 120 anos.

Propostas de Simon dificultam sua eleição

A candidatura de Pedro Simon (PMDB-RS) à presidência do Senado, bem vista na opinião pública, enfrentará obstáculos. É que ele defende medidas moralizadoras e supressão de privilégios que jamais seriam aceitos pelos colegas, como a redução da cota de passagens aéreas.

 

Hoje, cada senador recebe cinco passagens por mês, ida e volta, para seu Estado de origem; Simon quer reduzi-las para apenas uma.

O olhar do tempo

A tragédia de Santa Catarina alerta para um risco que o Brasil tem negligenciado: as mudanças climáticas vão aumentar a freqüência e a gravidade de eventos extremos, como secas, enchentes e ciclones. Os dados de população divulgados esta semana pelo IBGE repetem o aviso de que o Brasil está no melhor momento demográfico, mas vai envelhecer. Precisamos nos preparar para o Século XXI.

 

Neste século, a humanidade terá que combater intensamente os efeitos da mudança climática através da adaptação e da mitigação. Adaptação não é capitulação. Os cientistas estão avisando que uma parte do estrago está feito e é irreversível. Está no estoque de gases de efeito estufa já emitidos pela humanidade. Contra ele nada podemos. Esse estoque vai elevar a temperatura da terra e o nível do mar, vai intensificar furacões, ciclones, enchentes, secas.

 

A população brasileira se concentra no litoral, as cidades ocupam de forma irregular as encostas, desmatam e concretam o espaço urbano. As obras de escoamento são adiadas. O planejamento urbano é sistematicamente desligado de qualquer preocupação ambiental. Uma chuva mais forte mata e desabriga. Como será no futuro, quando as enchentes ficarem piores e mais freqüentes?

 

O semi-árido nordestino, onde mora a população mais frágil, corre o risco da desertificação. A Amazônia é determinante de todo o clima brasileiro, mas, aqui, comemoramos quando num ano são destruídos “apenas” 11.968 km² de floresta. O Sul está sendo vítima de eventos inesperados e extremos. O furacão Catarina, secas fortes e chuvas intensas, mesmo neste ano que não tem El Niño, estão impressionando os cientistas. “É a fotografia de que o aquecimento global pode já estar atuando com mais intensidade no Sul do país”, disse o climatologista Carlos Nobre ao Bom Dia Brasil, da TV Globo.

 

Fonte: Míriam Leitão/Leonardo Sezerino

Anos Dourados – Tom Jobim


“A morte de Tom Jobim não foi apenas a queda de uma árvore, foi a derrubada de uma floresta”

  Arnaldo Jabor

Fonte: charge do Sponholz

Frase da vez_2/30

“Se a gente ficar no lenga-lenga, nós não vamos votar nada.”

 

Paulo Bernardo (Planejamento) sobre a votação da reforma tributária no Congresso

A imprensa e a sociedade brasileira aprenderam a prestar atenção nas doações de campanha. E os políticos, a escondê-las.

As contas de campanha são as impressões digitais de uma candidatura. O exame das listas de financiadores esclarece mais sobre o caráter de um político que os programas de governo, normalmente elaborados para apresentar aos eleitores a imagem mais asséptica possível do candidato.

O velho ditado poderia ser adaptado a “diga-me quem paga suas contas eu direi quem és”. Há algum tempo, a imprensa e a sociedade brasileira aprenderam a prestar atenção nesses números. E os políticos, a escondê-los.

 

A repórter Cátia Seabra, da Folha de S. Paulo, passou os últimos dias examinando com lupa as contas dos principais candidatos à prefeitura da capital paulista. Comprovou o que se suspeitava. Divergências políticas à parte, os partidos usam a mesma estratégia quando se trata de disfarçar quem municiou seu caixa de campanha.

 

Nada menos que R$ 42,7 milhões não serão identificados, graças a um truque contábil. Em vez de doar o dinheiro ao candidato, as empresas entregam a verba aos partidos. Esses repassam a dinheirama aos candidatos. Nas prestações de contas, o valor aparece como “contribuição do partido”.

 

A estratégia serve para disfarçar doadores. Porque no Brasil estabeleceu-se uma lógica perversa. Com as campanhas cada vez mais caras, os partidos passaram a depender cada vez mais de um punhado de grandes financiadores. E quem investe, invariavelmente, são empresas que têm contratos com o governo ou atuam em setores que sofrem interferência e regulamentação estatal.

A campanha de 2006, que elegeu o presidente da República, governadores e renovou as bancadas no Congresso e nas assembléias legislativas, custou cerca de R$ 1,5 trilhão. Um terço dessa montanha de dinheiro veio de apenas 200 doadores. Na época, eu e o repórter Lúcio Vaz usamos essas informações para traçar um mapa dos donos do poder no Brasil. Em destaque, bancos, empreiteiras, mineradoras e siderúrgicas.

 

Lembro que houve uma tempestade de protestos. O assessor de uma das maiores financiadoras telefonou reclamando: “Vocês estão criminalizando as doações legais, ao vincular o dinheiro doado com os contratos das empresas com o governo. Se isso continuar, ninguém vai dar dinheiro no Caixa 1”. O problema é que, depois do mensalão e outros escândalos, o Caixa 2 se transformou numa prática perigosa. Nossos políticos, sempre criativos, não se apertaram. Inventaram o Caixa 1.5. O dinheiro entra nos cofres do partido, que cumpre a tarefa de disfarçar quem é o mecenas.

 

Numa dessas matérias, o tesoureiro do DEM, Saulo Queiroz, falou com invulgar sinceridade sobre o esquema. “Tem uma instrução do TSE que abriu essa brecha. Quem primeiro utilizou foi o PT. As empresas mais espertas descobriram que poderiam fazer assim. Esse modelo não identifica o doador, não carimba a doação. Quando a empresa faz doação para um candidato que não vai ganhar, faz dessa maneira (para o partido) porque fica escondido.”

 

A estratégia não é privilégio de nenhum partido. Na campanha de São Paulo, todos usaram e abusaram do instrumento. O comitê eleitoral do prefeito Gilberto Kassab (DEM) arrecadou R$ 34,4 milhões. Desses, R$ 17,6 milhões foram repassados pelo partido. Na campanha do tucano Geraldo Alckmin, mais da metade dos R$ 16 milhões gastos passou antes pelo cofre do partido. A petista Marta Suplicy contabilizou em sua campanha R$ 14,4 milhões em supostas doações partidárias.

 

Pode conferir em qualquer outra contabilidade de campanha nas capitais. Tanto faz o candidato ou a cidade. O partidoduto estará lá, ajudando a tornar as contas menos transparentes.

 

Na campanha presidencial dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama operou um milagre político, do qual já falei em outras colunas. Inverteu a lógica do financiamento e trocou as grandes corporações por doações individuais, feitas pela internet. Deu tão certo que conseguiu fazer a campanha mais cara da história americana. Dados compilados pelo jornalista Fernando Rodrigues mostram que 3,5 milhões de pessoas fizeram doações, que somaram US$ 500 milhões. Mais que isso, quem doou dinheiro acabou se incorporando à campanha.

 

No Brasil, andamos na contramão. Menos participação e menos transparência.

 

 Fonte: Gustavo Krieger

Melhores e piores executivos esportivos de 2008

Resultado final da sondagem da Time

Eis o resultado final da sondagem da revista Time sobre os melhores e piores executivos esportivos de 2008.

Fonte: Juca Kfouri

Fica o nosso protesto por nem sequer escreverem corretamente o nome do bravo presidente da CBF.

Filhote de leão

Gracioso, filhote de leão chamado Zimbala morde uma folha seca na toca do zôo de Rostock, na Alemanha

Míriam Leitão – Panorama Econômico

Questão de empresa

 

A Petrobras vai ser sempre a empresa número um no imaginário brasileiro. Criada por uma campanha popular, motivo de justificado orgulho, peça-chave na economia do Brasil. Isso não a blinda contra críticas, verificações, debates do país. Criticá-la não é torcer contra. Ela está sob o escrutínio dos contribuintes, dos consumidores, dos acionistas.

 

Ela é estatal, mas tem acionistas privados. Isso cria uma série de ambigüidades que uma boa direção da companhia deveria evitar. Não deve ser instrumento de governo, nem usar o governo como se não houvesse uma superação entre poder público e empresa.

 

É uma empresa forte, com reservas crescentes, que tem uma extraordinária história de crescimento. Por ter como acionista controlador o Tesouro, e por ter milhões de acionistas minoritários, tem que prestar contas, ter “accountability” e transparência. Se a revelação do empréstimo para capital de giro veio de um senador da oposição, as críticas feitas pelos jornalistas especializados, como lembrou no seu blog o jornalista Ilimar Franco, foram técnicas.

 

A operação Caixa Econômica Federal-Petrobras levantou dúvidas razoáveis, que devem ser esclarecidas da forma natural com que qualquer empresa enfrenta um momento como este. A empresa não precisa ser defendida pelo governo com argumentos enrolados na bandeira nacional.

 

Na resposta da Petrobras, na última quinta-feira, ela informou que gastou R$ 4,9 bilhões subsidiando o diesel. É uma informação espantosa, por vários motivos. O diesel é uma ferida na imagem da empresa. Quem acompanhou o debate sabe que o Conama aprovou uma resolução, em 2002, para que reduzir o teor de enxofre no diesel, que é de 500 partes por milhão (ppm) nas grandes cidades e 2.000 partes por milhão no resto do país. No México já é 50 ppm, nos Estados Unidos 10 ppm, na Europa, 5 ppm. O mundo caminha para limpar o enxofre do diesel, pelos terríveis efeitos nocivos que ele tem na poluição atmosférica e na saúde da população.

 

A empresa não fez a transição, assinou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) jogando isso para mais tarde. Teria que ter o novo produto disponível em todo o país no dia 1º de janeiro de 2009, mas o diesel com 50 ppm só será usado por ônibus do Rio e de São Paulo. No resto, vai ser usado o diesel com 1.800 ppm.

 

A informação lateral que se tem, a partir do caso Caixa-Petrobras, é que a empresa tem comprado lixo no mundo. O mundo não quer mais um diesel tão sujo. E o contribuinte e o acionista têm subsidiado o consumo de um produto que o consumidor, se pudesse escolher, rejeitaria. É uma situação absurda.

 

Foi por causa do diesel sujo que a Petrobras foi punida pelo Conar, e não pode se definir como empresa ambientalmente responsável, e acabou de ser afastada do Índice de Sustentabilidade Empresaria da Bovespa. Isso pode ter reflexos nos exterior, nas bolsas onde a empresa é cotada. Mais barato teria sido cumprir a resolução do Conama e investir nos últimos anos na tecnologia do diesel limpo.

 

Aliás, segundo o Movimento Nossa São Paulo, a empresa tem tecnologia para fazer o produto.

 

— O mais grave é que a Petrobras tem tecnologia para produzir o diesel mais limpo e seguir os Estados Unidos e Europa. Ela tem condições, sabe disso, mas posterga a entrada em vigor do diesel mais limpo — diz Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo.

 

Segundo Oded, responsabilidade social implica que uma empresa cuide, também, do meio ambiente, o que a Petrobras não está fazendo nessa história do diesel. Para ele, a saída da empresa do Índice de Sustentabilidade Empresarial vai ter impacto em todo o mundo, já que só três bolsas têm esse índice no mundo (Londres, Nova York e São Paulo) e porque entidades respeitadas compõem o Conselho do ISE, como International Finance Corporation (IFC) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

 

— A posição da Petrobras tem repercussões econômicas. Há fundos que têm na sua carteira empresas selecionadas por sua responsabilidade social, e a empresa deve deixar de fazer parte de carteiras desses fundos, aqui e lá fora.

 

O caso do “prejuízo” com o diesel revela também a falta de transparência na formação de preços. Eles deixaram de ser controlados pelo governo para serem definidos pela empresa, mas ela passou a ter uma política totalmente incompreensível. Manteve os preços ao consumidor congelados, durante o período de alta do barril do petróleo, que foi de US$ 35 para US$ 140, e subiu os preços cobrados das empresas para nafta, querosene de aviação, óleo combustível e outros. Isso criou dois critérios, dos quais só se pode entender que foi uma escolha política.

 

Sim, a Petrobras é uma grande empresa e vamos todos torcer para que ela se mantenha saudável, investindo, empregando, pesquisando, encontrando petróleo, entrando em novas áreas. Mas é natural que os brasileiros queiram dela que não abuse do seu poder de mercado, respeite as normas ambientais, tenha critérios contábeis transparentes, seja financeiramente cuidadosa, ainda mais em épocas de crise. Principalmente, que não reaja a cada crítica como se isso fosse traição à pátria. Ela não é o Brasil. É uma empresa de capital brasileiro.

Opinião

Dona Dilma Rousseff é candidata à presidência da República, formalmente anunciada pelo presidente Lula. Esta semana presidiu monumental reunião de líderes dos movimentos sociais, no Palácio do Planalto. Por quatro horas, ela e outros ministros discursaram, entre aplausos gerais.

Seguidas vezes foi saudada como candidata, herdeira do companheiro-mor. Microfones, cadeiras, cafezinhos e sucedâneos pertenciam ao erário e foram utilizados política e eleitoralmente em benefício dela. Até mesmo sua humilde concordância com a condição foi ouvida pelos presentes.

CARLOS CHAGAS, jornalista

Comentário (I)

Brasil: Preparado para enfrentar crises?

Basta um momento de necessidade para vir abaixo a tese de que o Brasil é hoje um país preparado para enfrentar crises e situações de necessidade. Não vale comparar com a conjuntura de 20 anos atrás. Desenvolvimento inercial é algo bem diferente. O Paraguai também está muito melhor do que há duas décadas.

No plano econômico, a quimera da blindagem brasileira se desmancha a cada dia. A Petrobras acaba de pedir água estatal ao BB e à CEF. Onde foi parar o sólido e bem regulado sistema financeiro?

 

FERNANDO RODRIGUES, jornalista (frodriguesbsb@uol.com.br)

Frase da vez_1/30

 

“O senador Garibaldi Alves tomou decisão que muitos presidentes do Senado já deveriam ter tomado: devolveu a MP dos Pilantrópicos, transformados em Filantrópicos, e abarrotados de irregularidades insanáveis”.

 

HÉLIO FERNANDES, jornalista

Rápidas, para os domingos

Governo sabia que Equador preparava calote

 

O governo brasileiro sabia, há mais de um ano, que Correa preparava o anúncio do calote na dívida. A Receita emprestou uma servidora ao Equador para auditar a dívida.

 

Petrobras corta projetos de refinarias

 

Apesar da crise, o governo crê que a Petrobras poderá manter o plano de investimentos no pré-sal até 2010, mas terá de cortar outros gastos, sobretudo em refinarias, informa Valdo Cruz.

 

José, suas três mulheres e o Bolsa Família

 

Em Sítio D’Abadia (GO), a 360 km de Brasília, o aposentado de 71 anos vive com as companheiras e 20 filhos. As três mulheres recebem Bolsa Família. Metade da renda familiar vem do benefício concedido pelo governo.

 

Grita contra sistema que fiscaliza gastos

 

Prefeitos, parlamentares e até ministro estão insatisfeitos com a implantação do Portal dos Convênios, programa que administra repasses de dinheiro público e evita ação de intermediários.

 

Abin do PT: guarida de aloprados

 

A revista Veja localizou o espião que, por descuido, revelou a atuação da inteligência oficial em operação secreta. Ex-segurança do presidente Lula, o tenente Antônio Leandro está lotado no Gabinete de Segurança Institucional.

 

Educação? Só na propaganda…

 

A repetência nas primeiras séries brasileiras é uma das mais altas do mundo. Até quando as crianças vão ser punidas pelo descaso com a educação?

 

Lições do sindicalista ex-presidente

 

Vinte e oito anos depois de liderar uma greve histórica, Lech Walesa se dedica a debater a globalização.

 

O etanol virou problema

 

Prejuízos acumulados, falta de crédito, custos altos, ameaça de falências e de calotes – o setor mais badalado da economia brasileira é a nova vítima da crise financeira mundial.

 

Revistas semanais

Veja

 

Capa – A tragédia em Santa Catarina * O rosto clandestino da Abin * Itamaraty retoma o controle da diplomacia na AL * O horror diante dos olhos – As causas, o desespero e os prejuízos do dilúvio que atingiu o coração de Santa Catarina, um dos estados mais prósperos e desenvolvidos do Brasil.

 

 

Época

 

Capa - É possível evitar tragédias como esta? * Câncer infantil * A ameaça de calote do Equador * É a escola que tem de ser reprovada

* O truque virou regra: para esconder os doadores de dinheiro das campanhas, candidatos dizem que receberam do partido.

 

 

ISTOÉ

 

Capa - Tragédia no Sul:  “Perdi família, casa e emprego” * Lula apresenta números positivos e exige investimentos * Tucanos em campanha * Entrevista: Fernando Haddad – “Professor não tem que fazer voto de pobreza”.

 

 

ISTOÉ Dinheiro

 

Capa - Entrevista: Henrique Meirelles – O pior já passou? * Retomada do crédito, indicadores saudáveis no Brasil * O resgate vem dos emergentes * Ele tem a chave do cofre:  O jovem Tim Geithner é a principal estrela do “time dos sonhos” de Barack Obama, que ainda reúne grandes nomes como Larry Summers e Paul Volcker.

 

 

CartaCapital

 

Capa - Vítima solitária do “Estado Policial” – Por que há tanta gente contra a permanência de Paulo Lacerda na Abin? * Justiça – Muitos ministros do STF trilham o caminho de descrédito e encastelamento

* Xenofobia: Crescem as agressões e manifestações racistas na Europa

 

 

EXAME

 

Capa - Para que servem os analistas? * E os economistas? E os gurus da economia? A atual crise mundial escancara nossa incompetência em fazer previsões – e a imprudência do mercado em acreditar nelas. * Nenhum país vai escapar ileso da crise.

 

 

 

Aconselhamento

13: O que fazer com o dinheiro extra?

 

 

Pagar dívidas, poupar ou gastar, qual a melhor alternativa para o salário adicional de fim de ano? Com o agravamento da crise, os especialistas aconselham cautela. Quitar as contas é sempre a solução mais indicada. E quem puder deve fazer uma reserva para eventuais emergências.

Atravessou o Atlântico

Fantasma do desemprego

 

 

Um espectro ronda o mercado de trabalho brasileiro: o desemprego. Apesar da ação do governo em defesa dos setores que mais empregam, os prognósticos são inquietantes. Com a desaceleração do crescimento, o ritmo da criação de novas vagas perderá fôlego. Comércio e serviços sofrerão menos impactos do que, por exemplo, a indústria e o agronegócio, líderes no ranking do pessimismo.

Gastança

Governo libera gastos das estatais

 

 

Por ordem do governo, as estatais estão gastando mais para manter o impulso do País em tempos de crise internacional, relata o repórter Sérgio Gobetti. Em outubro de 2007, as empresas federais operavam num ritmo que lhes permitia economizar R$ 20 bilhões em um ano. Por conta do PAC, elas vinham acelerando os gastos e em outubro, com o agravamento da crise, a economia equivalia só a R$ 6,5 bilhões em termos anualizados.

 

 

Reprise

Marqueteiro de Lula é investigado pela PF

 

 

João Santana, o marqueteiro do presidente Lula, é investigado desde 2006 pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal por movimentações financeiras suspeitas na campanha eleitoral de 2004, informa o repórter Ricardo Brandt. A Procuradoria considera que a empresa de Santana, o PT e uma produtora de vídeo podem ter ocultado dinheiro não-declarado na campanha. A defesa de Santana nega.

Marolinha

Mundo terá o pior trimestre desde 80

 

Relatório elaborado e distribuído entre os 375 maiores bancos de 70 países que integram o Instituto de Finanças Internacionais prevê queda de 3,5% no Produto Interno Bruto dos EUA e de pelo menos 1,5% no crescimento de Europa e Japão no último trimestre deste ano, relata Fernando Canzian.

 

 

 

Los compañeros

Vizinhos ameaçam o Brasil com calote de US$ 5 bilhões

 

 

A decisão dos governos de Venezuela, Bolívia e Paraguai de realizar auditorias em suas dívidas externas, a exemplo do Equador, transformou o Brasil em alvo político e financeiro na América do Sul, revela José Casado (O Globo). O BNDES acumula mais de US$ 5 bilhões em empréstimos concedidos principalmente a esses quatro países, como parte da política de financiamento estatal às exportações de bens e serviços de engenharia.

Manchetes de hoje_30.nov.08

TRIBUNA DA IMPRENSA – Justiça cassa Amazonino Mendes

 

JORNAL DO BRASIL – Fantasma do desemprego

 

O ESTADO DE SÃO PAULO – Governo libera gastos das estatais para ativar economia

 

CORREIO BRAZILIENSE – Décimo terceiro – O que fazer com o dinheiro extra

 

O GLOBO – Vizinhos ameaçam o Brasil com calote de US$ 5 bilhões

 

ESTADO DE MINAS –

 

ZERO HORA – Escândalos marcam comando da Abin

 

DIÁRIO DE NATAL – Seca atinge 29 cidades e RN perde área fértil

 

JH 1ªEDIÇÃO – João Maia: “Pacto da não demissão será bem vindo”

 

FOLHA DE SÃO PAULO Mundo terá o pior trimestre desde 80, prevêem bancos

 

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Mais vítimas da chuva

 

TRIBUNA DO NORTE – Governo veta a criação de 112 novos cargos comissionados

Poesia

A harpa

 

Prende, arrebata, enleva, atrai, consola

A harpa tangida por convulsos dedos,

Vivem nela mistérios e segredos,

É berceuse, é balada, é barcarola.

 

Harmonia nervosa que desola,

Vento noturno dentre os arvoredos

A erguer fantasmas e secretos medos,

Nas suas cordas um soluço rola…

 

Tu’alma é como esta harpa peregrina

Que tem sabor de música divina

E só pelos eleitos é tangida.

 

Harpa dos céus que pelos céus murmura

E que enche os céus da música mais pura,

como de uma saudade indefinida.

 

Cruz e Sousa

 

O Poeta

 

De formação parnasiana, da qual nunca se afastou totalmente, Cruz e Sousa aliou um grande poder verbal e imagístico à musicalidade e às preocupações espirituais, características que o incluem entre os maiores poetas simbolistas brasileiros.

 

João da Cruz e Sousa nasceu em Desterro, atual Florianópolis SC, em 24 de novembro de 1861. Filho de escravos foi criado pelos antigos senhores de seus pais até 1870, quando seu protetor morreu. Terminados os estudos, dedicou-se ao magistério e publicou alguns poemas em jornais da província. Empenhado na campanha abolicionista, redigiu, durante vários anos, a Tribuna Popular. Fixou-se no Rio de Janeiro RJ em 1890, aderindo ao simbolismo.

 

Em Broquéis (1893), livro que deu início concreto ao simbolismo no Brasil, o poeta não realizou totalmente seu ideal estético devido aos laços com o formalismo parnasiano. Na segunda fase, representada por Faróis (1900), abandonou o esteticismo para cultivar um confissionismo revoltado. Somente na fase final, fixada em Últimos sonetos (1905), realizou o ideal simbolista de exploração do poder pleno da palavra.

 

Sua ânsia de infinito e verdade e seu agudo senso estético levam-no a uma poesia original e profunda. Foi também um dos primeiros que se dedicaram na literatura brasileira à prosa poética. O sociólogo Roger Bastide situou-o ao lado dos grandes simbolistas franceses, salientando, porém, a diferença da expressão da raça.

 

Tendente à sublimação por um lado, como em “Siderações” (“Para as estrelas de cristais gelados / as ânsias e os desejos vão subindo”), o poeta negro, por outro, revela acentos sombrios de protesto, como em “Litania dos pobres” (“Ó pobres, o vosso bando / é tremendo, é formidando! / Ele já marcha crescendo / o vosso bando tremendo!”).

Conhecido como o “poeta negro”, Cruz e Sousa viveu seus últimos anos em infortúnio e miséria e sua trajetória humana e poética foi marcada por densa angústia. Morreu em Sítio MG, onde a tuberculose o fez recolher-se, à procura de um melhor clima, em 19 de março de 1898.

Benny Goodman and Peggy Lee – Why Don’t You Do Right

Benny Goodman, nascido Benjamin David Goodman (30 de maio de 1909 – 13 de junho de 1986) foi um clarinetista e músico de jazz conhecido como “O Rei do Swing”, “Patriarca da Clarineta”, “O Professor” e “Mestre do Swing”.

 

No dia 16 de janeiro de 1938, Benny Goodman e sua orquestra foram consagrados no histórico concerto realizado e gravado no Carnegie Hall de Nova York. Nos anos 1930 e 1940, Goodman ajudou a projetar, além dos já citados, solistas como Harry James (trompete), Georgie Auld (sax tenor) e Jess Stacy (piano).

 

 

Peggy Lee foi uma cantora de jazz tradicional americana. Como escritora, colaborou com seu ex marido Dave Barbour. O Duque Ellington, que diz “If I’m the Duke, then Peggy’s the Queen” (“Se eu sou o Duque, então Peegy é a rainha”). Como atriz, foi indicada a um Oscar Academy Awards por seu papel em Pete Kelly’s Blues.

 

Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Judy Garland, Dean Martin, Bing Crosby e Louis Armstrong todos citaram Lee como um de seus cantores favoritos.

Monet

Femmes au jardim

1866-1867

O Pintor

Monet nasceu na França, no ano de 1840. Tornou-se um grande pintor e um dos mais importantes representantes do impressionismo. Foi uma de suas pinturas, “Impressão: Nascer do Sol”, que deu nome ao movimento artístico impressionista

 

O começo de sua carreira artística foi marcado por dificuldades financeiras. Porém, na década de 1870, começou a obter sucesso. Suas obras de arte seguiam, como temática principal, as paisagens da natureza. Trabalhava de forma harmônica as cores e luzes, criando imagens belas e fortes.

 

Neste contexto artístico, podemos citar a série de pinturas que realizou sobre a catedral de Rouen (1892-1894), onde o artista retratou a construção em diversos momentos do dia, com variações de luminosidade.

 

Vale a pena destacar também as obras de arte com temas aquáticos como, por exemplo, os murais que realizou no Museu I’orangerie.

 

Monet morreu em 1926, na França, deixando um legado artístico reconhecido até os dias atuais. Alguns críticos de arte consideram Monet um dos mais importantes pintores de todos os tempos.

 

Comentário (II)

A tentação totalitária

O comportamento autoritário é especialmente aberrante quando adotado por quem sempre se apresentou como inimigo do autoritarismo. O advogado e ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, que fez carreira defendendo presos políticos e amealhou polpudos honorários com as milionárias indenizações obtidas para as “vítimas do regime militar”, permitiu-se assumir uma atitude flagrantemente contrária à liberdade de expressão – que a Constituição consagra por ser o mais eficiente antídoto que uma democracia pode usar contra a tentação totalitária.

Greenhalgh pleiteia na Justiça o recolhimento de documentos que teriam sido obtidos por repórter do Estado sobre a guerrilha do Araguaia. Pediu a intimação do repórter Leonencio Nossa, da Sucursal de Brasília – sob pena de busca e apreensão em sua casa -, para que forneça documentos repassados por militares que participaram dos combates entre as Forças Armadas e militantes do PC do B no Pará, nos anos 1970.

ESTADÃO

Petrobras

Máquina pesada

 

Pode-se debater se a Petrobras está ou não descapitalizada, mas é consenso que os gastos da empresa com a folha de pagamento explodiram no governo Lula. Desde 2003, foram acrescentados a seus quadros 20 mil funcionários, um salto de 56%. De janeiro a outubro deste ano, houve 4.737 novas contratações.

 

Em 2007, a despesa salarial chegou a R$ 8,7 bilhões, um crescimento de 19% em relação ao ano anterior. Isso resulta, além do inchaço, de um novo plano de cargos e de aumentos. A diretoria da Petrobras tem uma simpatia natural por demandas salariais. O responsável pela gerência de recursos humanos, Diego Hernandes, é egresso do movimento sindical.

 

RENATA LO PRETE, jornalista (painel@uol.com.br)

Frase da vez_2/29

“Noticiei que o BB pode comprar o Banco Rural, “matriz e caixa” do mensalão. Houve um susto geral. Isso mostram que José Dirceu, o ‘arquiteto do mensalão’, continua agindo perto do Poder”.

 

HÉLIO FERNANDES, jornalista

Opinião

Um trabalhador de salário mínimo não chega à segunda quinzena de cada mês com dinheiro no bolso para comer, dada a taxação indireta que recai sobre os produtos de primeira necessidade de que precisa. Um pequeno empresário vai à falência por não poder enfrentar a cascata de impostos, taxas e contribuições que o agridem.

Diminuir as agruras da população seria o objetivo fundamental da reforma tributária, acima e além, até mesmo de saber se o ICMS incide sobre o estado produtor ou o estado consumidor.

CARLOS CHAGAS, jornalista

E daí, sêo Minc?

Frase da vez_1/29

“Para unir a base gover­nista em torno da reforma tributária surge a proposta de anistia fiscal”.

 

Claudia Safatle, jornalista

Meio Ambiente

Doença misteriosa mata animais silvestres no Rio

Uma doença misteriosa matou, desde setembro, mais de 50 animais silvestres, principalmente macacos. A primeira ocorrência de que se teve notícia foi no Parque Lage. Depois, vieram Jardim Botânico, Parque da Catacumba, Copacabana e Guaratiba e Campo Grande.

Um sagüi achado ontem na estrada do Corcovado faz com que chegue a quase um por dia a média de animais silvestres mortos no Rio, desde a segunda-feira da semana passada. Há suspeitas de que a doença misteriosa responsável pelas mortes seja herpes, embora o diagnóstico tenha sido confirmado em apenas cinco dos 15 primatas analisados

Comentário (I)

Vida pregressa

A absolvição do deputado Paulo Pereira da Silva no Conselho de Ética da Câmara é dada como certa. Foi alcançado por investigação da Polícia Federal sobre desvio de empréstimos no BNDES e flagrado em telefonema prometendo “mexer os pauzinhos” no Congresso para convocar o ministro da Justiça a dar explicações sobre a prisão de um assessor na operação.

 As provas, ao presumido sentir do conselho, são inconsistentes.

Insuficiente também para caracterizar falta de decoro é o inquérito que corre contra ele no Supremo Tribunal Federal por causa de repasses de verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Presidente da Força Sindical, o deputado responde pela entidade sob suspeita de ter recebido dinheiro do Ministério do Trabalho para promover cursos inexistentes oferecidos a alunos fantasmas.

DORA KRAMER, jornalista

 

 

Art Tatum – Tiger Rag

 

Art Tatum, estudou música erudita, mas sempre foi louco pelo jazz, para decepção de seu professor de piano. Dono de uma técnica apurada e iluminado por uma memória invejável, Tatum rearmonizava clássicos com extrema facilidade, baseando-se na inversão dos acordes de base da composição.

 

Cego de um olho e praticamente sem visão no outro, nunca aprendeu a ler partituras. Seu ouvido privilegiado foi suficiente para criar novos caminhos para o jazz e servir de inspiração para pianistas como Dave Brubeck, Bill Evans e Bud Powell. Morreu em 1956, aos 47 anos.

Senado debaterá empréstimo da Caixa à Petrobras

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal aprovou esta semana um requerimento convidando os presidentes da Petrobras, da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Banco Central para discutir a situação financeira da empresa petrolífera. A audiência pública, proposta pelos senadores tucanos Arthur Virgílio (AM) e Tasso Jereissati (CE), visa esclarecer o empréstimo no valor de R$ 2,02 bilhões contraído em outubro pela Petrobras junto à Caixa.

 

No debate, o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), apoiou a realização do debate, e disse esperar que as informações prometidas pela Petrobras sejam suficientes para esclarecer a questão.

 

Fonte: claudiohumberto.com.br

Forças indianas retomam controle de Mumbai; número de mortos chega a 195

 A série de ataques realizados por extremistas em Mumbai (Índia) deixou 195 mortos e cerca de 300 feridos, anunciou neste sábado o Departamento de Gestão de Catástrofes da cidade. A polícia anunciou o fim das operações depois que os três últimos terroristas que ainda estavam entrincheirados no hotel de luxo Taj Mahal foram mortos durante a madrugada.

 

A operação terminou mais de dois dias depois do início da série de ataques coordenados realizados na cidade, que é a capital financeira da Índia. “Três terroristas foram mortos mas ainda vamos continuar com as operações”, disse o diretor-geral da NSG (Guarda da Segurança Nacional, na sigla em inglês), J. K. Dutt, segundo o site do jornal indiano “Times of India”.

“Todas as operações acabaram. Todos os terroristas foram mortos”, disse, por sua vez, o general Hassan Gafoor.

Segundo o diretor do departamento, R. Jadhav, outras 300 pessoas ficaram feridas nos confrontos entre a polícia e os extremistas. Após a declaração oficial das mortes dos insurgentes, a polícia realizou uma varredura nos quartos do hotel em busca de algum terrorista que pudesse ter se escondido ou de explosivos. Na busca, os policiais recuperaram um rifle AK-47.

Diversas explosões foram ouvidas no hotel, de 105 anos, durante toda a madrugada (horário local), assim como o tiroteio entre os terroristas e as forças policiais.

O ataque contra Mumbai começou na quarta-feira (26), quando um número ainda indeterminado de terroristas avançou contra os mais luxuosos hotéis de Mumbai –Taj Mahal e Trident-Oberoi–, uma estação de trem e o restaurante Café Leopold, freqüentado por turistas, entre outros pontos.

Nesta sexta-feira (28), as tropas indianas tomaram o controle do hotel Oberoi e invadiram o centro judaico Chabad Lubavitch. Ambos os locais eram usados pelos criminosos para manter reféns após o massacre .

Fonte: Folha Online

J. Bosco

J. Bosco

Opinião

A Petrobras deve respostas

Não estão claros os motivos que levaram a Petrobras a to­mar empréstimo de R$ 2,02 bilhões da CEF. Quanto mais pronto o esclarecimento, me­nor o risco de exploração política do episódio.

 

ESTADÃO

 

 

 

 

 

Enchentes

Deslizamento se agrava em SC

Os deslizamento na região de Santa Catarina mais atingida pelas chuvas se agravaram, causando ao menos quatro mortes, relata Alencar Izidoro. Já são 105 mortos, diz a Defesa Civil. Equipes de resgate deram ordem para retirar á força moradores que se recusavam a deixar suas casas.

Insegurança

Bandidos estão de olho no seu cartão

A prisão de uma quadrilha que roubava números e códigos de segurança de cartões de crédito para comprar e revender passagens de avião é o caso mais recente de um crime que vem se tornando comum no DF. A alta renda dos brasilienses e a grande quantidade de cartões utilizados na capital – 4 milhões de unidades, segundo estimativas – atraem estelionatários.

Marola

Comércio sente os efeitos da crise

Pesquisa mostra que, de setembro a outubro, o encolhimento do crédito atingiu o varejo recifense. Houve queda geral de 4,38%. De acordo com o Bird, comércio global terá retração. Nos EUA, tumulto em liquidação matou funcionário de loja pisoteado.

Rotina

Senado mantém concurso clonado

Direção do Senado diz que foram apenas sete as questões copiadas de outros concursos em suas provas e mantém resultado. Só o Correio, porém, identificou 18 delas.

Meio Ambiente

Desmatamento avança 12 mil Km² na Amazônia

Dados oficiais divulgados on­tem mostram que, em um ano, foram desmatados na Amazô­nia 11.968km², área equivalente a oito vezes o tamanho da cida­de de São Paulo. A estimativa é do Instituto Nacional de Pesqui­sas Espaciais (Inpe) e se refere ao período entre agosto de 2007 e julho de 2008. Na comparação com a temporada 2006-2007, o ritmo de devastação cresceu 3,8% – variação dentro da mar­gem de erro, de 5%. Foi o primei­ro aumento da taxa de desmata­mento em quatro anos.

Natureza

Chuvas deixam 800 desabrigados no Rio

As fortes chuvas que caíram nos últimos dias no interior do Rio de Janeiro provocaram muitos estragos. Já são mais de 800 os desabrigados e cinco municípios em situação de emergência. Em Rio Bonito, a cidade mais prejudicada, cerca de 900 casas estão sob ameaça, com riscos de novos alagamentos. Há previsão de mais chuva neste fim de semana.

Satiagraha

PF pede pela 3º vez prisão de Dantas

Pela terceira vez em cinco meses, a Polícia Federal pediu a prisão do banqueiro Daniel Dantas, investigado na Operação Satiagraha e preso duas vezes em junho. O delegado Ricardo Saadi, que preside o inquérito contra Dantas, alega que ele continuou a praticar os crimes dos quais é acusado: gestão fraudulenta do banco Opportunitty, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O juiz federal Fausto De Sanctis deverá decidir na próxima semana se aceita ou não o novo pedido.

Petrobras

CEF não ouviu auditores no socorro à Petrobras

Contrariando a praxe, a direção da Caixa Econômica Federal (CEF)não consultou seus auditores para liberar os R$ 2 bilhões para a Petrobras em fins de outubro. O valor do crédito dado à Petrobras é maior do que o R$ 1,66 bilhão liberado pela Caixa para saneamento e infra-estrutura em todo o terceiro trimestre e praticamente um terço do total destinado à habitação entre julho e setembro deste ano.

Santa Catarina

Desespero faz famílias voltarem a correr risco

Mais quatro pessoas morreram soterradas ontem em Ilhota, Santa Catarina, ao descumprir ordens da Defesa Civil e voltar para áreas de risco, tentando salvar objetos, documentos e dinheiro. A PM e a Aeronáutica tiveram de resgatar de helicóptero 150 pessoas que já tinham sido salvas anteriormente.

 

Manchetes de hoje_29.nov.08

 O GLOBO – CEF não ouviu auditores no socorro jumbo à Petrobras

 

O ESTADO DE SÃO PAULO –  Desmatamento avança 12 mil Km² na Amazônia

 

TRIBUNA DA IMPRENSA – Mantega e Meirelles mandam banqueiros liberar o crédito

 

JORNAL DO BRASIL – Chuvas deixam 800 desabrigados no Rio

 

CORREIO BRAZILIENSE – Fustigada na política, Petrobras cai no mercado

 

ZERO HORA – Planalto admite negociar fim do fator previdenciário

 

DIÁRIO DE NATAL – Governador antecipa 13º pra o dia 10 de dezembro

 

ESTADO DE MINAS – Demissões rondam mineração

 

JH 1ªEDIÇÃO – Começa campanha contra empresas de segurança ileigais

 

FOLHA DE SÃO PAULO – Polícia Federal pede pela 3ª vez a prisão de Daniel

 

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Comércio sente os efeitos da crise

 

TRIBUNA DO NORTE – Servidores encerram greve e Médicos só decidem na 2ª

Poesia

Poema

 

Belos olhos que fingem não me ver

Mornos suspiros, lágrimas jorradas

Tantas noite em vão desperdiçadas

Tantos dias que em vão vi renascer;

 

 

Queixas febris, vontades obstinadas

Tempo perdido, penas sem dizer,

Mil mortes me aguardando em mil ciladas

Que o destino me armou por me perder.

 

 

Risos, fronte, cabelos, mãos e dedos

Viola, alaúde, voz que diz segredos

À fêmea em cujo peito a chama nasce!

 

 

E quanto mais me queima, mas lamento

Que desse fogo que arde tão violento

Nem uma só fagulha te alcançasse.

 

Louise Labé

Traducão de Sergio Duarte

 

A Poetisa

 

Louise Labé (dita A Bela Cordoeira), (1526(?), Lyon – 15 de Fevereiro de 1566, Parcieux-en-Dombes), foi uma poetisa francesa.

 

Filha de Pierre Charly, um rico cordoeiro, e de Étiennette Roybet, Louise recebeu uma educação refinada para a época, consistindo de latim, italiano, música, equitação e até mesmo esgrima. Bonita e independente, aos dezesseis anos (1542) disfarçou-se de homem e sob a alcunha de “capitão Loyz” acompanhou um de seus amantes ao cerco de Perpignan e chegou mesmo a tomar parte de combates. Anos depois, novamente travestida, participou de um torneio de esgrima em Lyon.

 

Em 1550 resolveu casar-se e desposou Ennemond Perrin, cordoeiro e rico como fora seu pai, de onde veio o apelido de “Bela Cordoeira”. Em sua mansão, deu grandes recepções para a sociedade burguesa da época, e, com a morte do marido (por volta de 1560), voltou a ter inúmeras aventuras amorosas (embora, entre suas conquistas, seja conhecido apenas o nome do poeta Olivier de Magny).

 

A principal obra de Louise Labé é o Débat de Folie et d’Amour (“Debate da Loucura e do Amor”), de 1555, contendo 24 sonetos, e onde defende uma pauta “feminista”: direito das mulheres à educação, à liberdade de pensamento e a escolha de parceiros. Seguem-se a eles as três Élégies (“Elegias”), no mesmo ano. As obras, que exprimem uma “paixão sensual e ardente”, foram inspiradas no modelo da época, Petrarca, mas além do grande rigor formal, destacam-se dentre as obras contemporâneas por seu ardor, sua espontaneidade e pela sinceridade com que são expressos os sentimentos.

 

Embora perseguida e repreendida por vários reacionários, ela foi saudada por seus colegas poetas da época como uma nova Safo, fama notável para uma poetisa com tão poucos trabalhos publicados.

Lago dos Cisnes – Corpo de Baile de Paris –

O Lago dos Cisnes é um balé dramático em quatro atos do compositor russo Tchaikovsky e com o libreto de Vladimir Begitchev e Vasily Geltzer. Sua estréia ocorreu no Teatro Bolshoi em Moscou no dia 20 de fevereiro de 1877, mas a sua estréia foi um fracasso não por causa da música, e sim, pela má interpretação da orquestra e dos bailarinos, assim como a coreografia e a cenografia.

 

O balé foi encomendado pelo Teatro Bolshoi em 1876 e o compositor começou a escrevê-lo logo em seguida. O balé estreou no ano seguinte.

 

NYT: Obama pode reatar com a AL

  O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, deve ter em suas metas de governo a reaproximação norte-americana com os países da América Latina. A informação foi publicada hoje (28) no editorial do jornal americano, The New York Times.

 

Segundo a matéria, o presidente George W. Bush deixou uma “herança amarga em relação aos laços dos EUA com o resto do continente americano e Obama quer mudar a situação”. Cuba, Venezuela e Brasil estão entre os países citados no editorial onde afirma que “os líderes latino-americanos querem saber que Washington está disposto a conversar seriamente, e não apenas fazer uma pregação, sobre tópicos importantes como narcotráfico e imigração”.

 

Em relação ao Brasil, o primeiro passo, de acordo com o jornal americano, seria eliminar as tarifas para a importação de etanol, o que “ajudaria a reduzir a dependência de combustíveis fósseis e melhorar muito as relações com o Brasil”. As informações são da BBC Brasil.

Opinião

Uma tragédia o que aconteceu, e está acontecendo, em Santa Catarina, mais uma inundação no Vale do Itajaí. E ao lado da fúria das águas, matando dezenas de pessoas, desabrigando mais de 40 mil, surgiu a fúria humana na imunda prática de saques. O pior é que tal fenômeno se repete. Deixa o ser humano muito mal.

PEDRO DO COUTTO, jornalista

Fuxico

Pavão misterioso

O toque de humor registrado na recente reunião do ministério, na Granja do Torto, aconteceu quando falava o presidente do Banco Central, procurando minimizar a crise econômica e tranqüilizar os colegas quanto aos seus efeitos no Brasil.

Do lado de fora do vasto salão cercado de vidros, coincidentemente atrás da cadeira de Henrique Meirelles, postou-se um exuberante pavão, no auge de seu exibicionismo, com a cauda aberta por completo. Todo mundo riu a mais não poder. Depois, ficamos sabendo do apelido de Meirelles no restrito círculo ministerial: é o pavão misterioso…

E já que estamos no reino da ornitologia governamental, quem será o “carcará” e o “beija-flor”?

CARLOS CHAGAS, jornalista

Comentário (II)

De onde sai dinheiro para os bancos?

 

O governo Lula, diretamente através do Ministério da Fazenda, ou indiretamente por intermédio do Banco Central, tem partido ao encontro de uma série de instituições em crise. Além de ter injetado dezenas de bilhões de dólares no mercado para segurar a cotação da moeda estrangeira dentro do País, agora há pouco tornaram-se mais elásticos os prazos de recolhimento de impostos federais.

 

Realizou financiamentos a bancos ameaçados, adquiriu o Nossa Caixa de São Paulo, editou medida provisória, que está para ser votada talvez esta semana (escrevo este texto terça-feira) autorizando o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a assumirem participações em bancos ou estabelecimentos em crise.

 

Enfim, como se verifica, uma bem ampla distribuição de recursos. São para conter riscos, afirmar-se. Tudo bem. Mas de onde vem tanta disponibilidade? Lendo-se o balanço financeiro da Secretaria do Tesouro Nacional, assinado por Hugo Arno Augustin, publicado no Diário Oficial de 30 de outubro (o próximo balanço mensal será a 30 deste mês), difícil entender. Mas o ministro Guido Mantega certamente terá condições de explicar. Afinal, dinheiro não nasce na relva dos parques paulistas no amanhecer. O orçamento federal situa-se na escala de 1 trilhão e 500 bilhões de reais.

 

Pedro do Couto, jornalista

Opinião

Não há mágica nas contas

Os responsáveis no governo pelo enfrentamento dos males da crise financeira global em nossa economia não podem concordar com uma proposta de onere o orçamento sem criar receita para suprir o novo gasto.

 

ESTADÃO

Câmbio

Dólar fecha com alta de 1,49%

O dólar comercial fechou com alta de 1,49 nesta sexta-feira, cotado a R$ 2,315 para venda no mercado interbancário de câmbio. A moeda americana acumula alta de 7,18% no mês e 30,42% no ano. O euro comercial, por sua vez, fechou a R$ 2,939, o que representa uma alta de 0,01%.

ZERO HORA

Ciranda financeira

Bovespa fecha com alta de 1,06%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,06% nesta sexta-feira, aos 36.595 pontos, depois de iniciar o dia em queda. O giro financeiro foi de R$ 3,1 bilhões.

Com o fechamento desta sexta, a Bovespa acumula perdas de 1,7% em novembro. É o sexto mês seguido de prejuízos na Bovespa, cujo último período de ganhos foi registrado em maio.

ZERO HORA

Passam de 100 o número de mortos em SC

Mais de 78 mil pessoas tiveram que sair de casa desde o fim de semana.

Pelo menos 19 permanecem desaparecidos, segundo Defesa Civil.

O número de mortes causadas pela chuva que atinge Santa Catarina desde o fim de semana subiu para 100, segundo a Defesa Civil. Nesse mesmo período, mais de 78 mil pessoas deixaram suas casas. Pelo menos 19 pessoas permanecem desaparecidas.

Os óbitos ocorreram em Brusque (1), Gaspar (15), Blumenau (23), em Jaraguá do Sul (13), Pomerode (1), Bom Jardim da Serra (1), Luiz Alves (5), Rancho Queimado (2), Ilhota (29), Benedito Novo (2), Rodeio (4), Itajaí (2), São Pedro de Alcântara (1) e Florianópolis (1).

 Doações

 Contas foram abertas por bancos em nome do Fundo Estadual da Defesa Civil, de Santa Catarina e recebem doações.

Veja as contas para doações:

- Caixa Econômica Federal: Agência 1877, operação 006, conta 80.000-8

- Banco do Brasil: Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7

- Besc: Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0

- Bradesco S/A: 237 Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1

 - Itaú: Agência: 0289, Conta Corrente: 69971-2

 O nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil e o CNPJ, 04.426.883/0001-57.

 As empresas ou pessoas de outros estados que tiverem interesse em fazer doações para as vítimas das enchentes de Santa Catarina devem entrar em contato com o Departamento Estadual de Defesa Civil do Estado, pelo número (48) 4009-9885. As principais necessidades são de alimentos, água e produtos de higiene pessoal.

 Os catarinenses devem ligar para 199 ou para a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional mais próxima do seu município.